Disputa por mercado europeu deve acelerar transição para agroecologia no Brasil
Nível de exigência para disputar a abertura do mercado, em breve sem tarifas, estimulará a capacitação técnica, a melhora da produtividade, das condições de trabalho e da qualidade sanitária pela agricultura familiar. E na direção de uma produção sem venen
O Acordo Mercosul-União Europeia, assinado no último sábado (17/1), tem potencial para proporcionar o desenvolvimento da agricultura familiar em diversos aspectos. Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a perspectiva de expansão dos negócios deve otimizar a composição dos credenciados com o Certificado de Agricultor Familiar (CAF), que já conta com 3,8 milhões de inscritos, e estimular o desenvolvimento da agroecologia.
Isso porque, explica o ministro, o interesse no mercado europeu vai estimular o aprimoramento técnico dos trabalhadores, associações e cooperativas. Tanto para melhorar a produtividade quanto para qualificar o manejo e as condições sanitárias, da semeadura à colheita.O mercado europeu, observa Teixeira, já funciona com uma série de exigências.
Isso pode acelerar a transição para a agroecologia, para os bioinsumos e para a saída dos agrotóxicos. Então, eu não tenho nenhum receio quanto à capacidade da agrigultura em disputar e fornecer para os europeus", afirma o ministro do MDA.
No quesito capacitação, o ministério já trabalha como a perspectiva da "recriação" de um programa nacional de assistência técnica e extensão rural: "Isso está no horizonte, nós precisamos avançar para isso, para que o agricultor tenha toda a assistência técnica, para ele ter qualidade sanitária e qualidade no manejo dos seus produtos e na sua produção".
Ou seja, a produção agrícola familiar do Brasil, resume Paulo Teixeira, tem tudo para "ganhar muito" com o Acordo Mercosul-União Europeia. "Veja, quem predomina na produção de café no Brasil são os agricultores familiares no Brasil inteiro. Eles, inclusive, poderão vender o café que tiver já processado, sem taxas, para a União Europeia", exemplifica.
E continua, mencionando a reação brasileira ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos centenas de produtos brasileiros. "O Brasil tem procurado diversificar os seus mercados. Abriu-se um mercado desse tamanho, um mercado consumidor rico, que poderá comprar vários produtos da agricultura familiar. Além do café, itens como frutas e açaí.
"O açaí está bombando no mundo inteiro, mas nós temos a manga, a uva, o melão. Então, os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. E vão ganhar muito abrindo todo o mercado para a agricultura familiar brasileira, porque eu acho que com esse acordo vai bombar. vai ajudar a aumentar a força da agricultura familiar no Brasil."