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Rogério Marinho chama de “vergonhosa” decisão do STF que prorrogou votação e acusa tentativa de tumultuar eleição

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro criticou o ministro Cristiano Zanin, questionou o momento da decisão e afirmou que a medida seria uma interferência no processo eleitoral.

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu duramente à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25 de outubro).

Em publicação na rede social X, Marinho classificou a determinação como “vergonhosa e intempestiva” e acusou o magistrado de provocar tumulto no processo eleitoral ao anunciar a medida próximo ao horário previsto para o encerramento da votação.

O parlamentar também questionou a atuação de Zanin, lembrando que o ministro foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal.

“Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente, que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições”, escreveu o senador.

Na sequência, Marinho elevou o tom das críticas e afirmou que a determinação representaria uma tentativa de interferência em uma disputa que, segundo sua avaliação, já estaria decidida nas urnas.

“Ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto”, declarou.

O senador concluiu sua manifestação criticando o comportamento político que atribui ao Partido dos Trabalhadores diante de resultados eleitorais desfavoráveis.

“Eleição para o PT é aquela que eles ganham, quando eles perdem é ditadura. Lamentável!”, publicou.

Decisão foi motivada por denúncias de dificuldades no transporte público

A determinação do ministro Cristiano Zanin ocorreu após uma ação apresentada pela campanha de Lula, que relatou dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes municípios brasileiros devido à redução da oferta de transporte público.

O ministro considerou a gravidade das informações apresentadas e determinou a ampliação da votação até as 19h, no horário de Brasília, correspondentes às 18h em Rondônia.

A medida gerou dificuldades operacionais porque diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos quando a decisão foi comunicada.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a suspender temporariamente a totalização dos votos enquanto avaliava os procedimentos necessários ao cumprimento da determinação.

Fonte: Publicação de Rogério Marinho na rede social X; Agência Brasil; STF e TSE.

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