Destaque

Análise de solo ajuda produtor a economizar com fertilizantes e aumentar a produtividade

Redação

A análise de solo consolidou-se como uma ferramenta estratégica para o agronegócio catarinense, permitindo que produtores rurais otimizem investimentos e alcancem maior produtividade. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a adoção dessa tecnologia resultou em um benefício econômico direto de R$ 35,2 milhões para o estado ao longo de 2025. O serviço, que é um dos focos de disseminação técnica do órgão, auxilia no planejamento da safra logo após o período de colheita.

A importância do diagnóstico nutricional

O pesquisador Evandro Spagnollo, do Centro de Pesquisa da Agricultura Familiar (Cepaf), destaca que a análise é fundamental para identificar deficiências nutricionais específicas de cada área. Em grande parte do Oeste catarinense, os solos apresentam baixa fertilidade natural, exigindo a reposição de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), além de micronutrientes como boro e zinco. A recomendação técnica é que o exame seja realizado a cada dois anos para ajustar a adubação à expectativa de rendimento da cultura.

O laboratório de solos do Cepaf, em Chapecó, processa cerca de 25 mil amostras anualmente. O especialista alerta que, em regiões com intensa produção de suínos e aves, o uso excessivo de esterco pode elevar perigosamente os níveis de potássio e fósforo. Esse acúmulo gera um efeito salino prejudicial ao desenvolvimento vegetal, tornando indispensável o monitoramento laboratorial dos dejetos.

Resultados no campo

Produtores rurais têm utilizado os resultados das análises como um guia para o manejo eficiente. Em Santa Helena, um agricultor que cultiva milho e atua na pecuária leiteira relata que a prática funciona como uma receita precisa, evitando gastos desnecessários com fertilizantes em excesso. Com o solo devidamente corrigido, ele alcançou uma produtividade de 170 sacas de milho por hectare, ampliando sua área de cultivo para atender tanto o rebanho quanto a indústria.

O manejo integrado, que inclui a rotação de culturas com plantas de cobertura na entressafra — como aveia, nabo, milheto e ervilhaca —, tem sido um diferencial para a conservação do solo e a prevenção de erosão. Em Águas Frias, outro produtor de leite e suínos adotou o sistema de fertirrigação aliado às análises constantes, transformando sua propriedade em uma referência técnica para a região. Essas práticas demonstram que a ciência aplicada ao campo não apenas reduz custos operacionais, mas garante a sustentabilidade da terra para as próximas gerações.

Fonte: canalrural

play_circleTV ao Vivo

AO VIVO

Comentários

Deixe sua opinião sobre este conteúdo usando sua conta do Facebook.

Notícias relacionadas