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UFF recebe maior feira científica da América Latina nesta semana

Redação

A maior feira científica da América Latina, a ExpoT&C, reúne 67 expositores em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Universidades, instituições de ensino e pesquisa, agências de fomento, museus e empresas privadas marcam presença no evento.

A ExpoT&C teve início na segunda-feira, dia 28, e segue até sábado, 1º de julho, no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF). A feira ocorre em paralelo à reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Logo na entrada, o estande da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se destaca, expondo diversos projetos de graduação. Raphael Cavalcante, diretor de integração acadêmica e comunicação da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, explicou que a universidade priorizou a apresentação de pesquisas focadas na produção de tecnologia.

“Uma parte do nosso estande veio do Museu Nacional e a outra parte a gente trouxe da graduação. Aqui, vocês vão encontrar impressora 3D, submarino, foguete, carro, avião”, detalhou Cavalcante.

Para o diretor, a feira traz para o público jovem mais conhecimento sobre iniciação científica. Ele ressalta que a mensagem principal é que "ciência se faz desde pequeno".

Entre os projetos da UFRJ, um aeromodelo desenvolvido pelo grupo Minerva Aerodesign, composto por estudantes da Escola Politécnica, chamou a atenção. Arthur Chehab Lasmar, estudante de engenharia elétrica, descreveu o avião, cujo objetivo era a eficiência estrutural.

“A gente tinha que fazer um avião mais leve para levar uma maior quantidade de carga. Esse avião pesa, ao todo, 4,5 kg e consegue levar entre 9 e 10 kg”, explicou Arthur, expressando orgulho pelo projeto desenvolvido do zero por sua equipe. Ele acrescentou que empresas utilizam aeronaves desse tipo para transporte de carga e monitoramento na agropecuária.

Ciência da Amazônia

A ciência produzida em diferentes territórios também faz parte da ExpoT&C, com um espaço dedicado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Henrique dos Santos Pereira, diretor do instituto, lembrou que o Inpa é uma das mais antigas instituições de ciência e tecnologia do país, com 74 anos de existência.

“Somos uma referência de ciência e tecnologia para ciências tropicais no mundo. Participar de um evento nacional ajuda a divulgar o trabalho do Inpa, que contribui para uma compreensão maior da sociedade das questões relativas à conservação da biodiversidade da Amazônia”, afirmou Pereira.

Jorge Luiz Ramos Lobato, coordenador do Bosque da Ciência do Inpa, vê a feira como uma oportunidade para divulgar os programas de pós-graduação do instituto e dialogar com a comunidade acadêmica.

“É uma oportunidade de a gente dialogar com a comunidade acadêmica. Isso pode ajudar a despertar o interesse dos estudantes a querer se interiorizar na Amazônia”, disse Lobato.

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