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Rondônia integra Atenção Primária e Vigilância em Saúde para otimizar fluxos e qualificar o combate às arboviroses

Redação

O governo de Rondônia, seguindo as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), tem fortalecido o Planejamento Regional Integrado (PRI) como pilar para descentralizar os serviços de saúde e reduzir a fragmentação do sistema. O estado atua de forma estratégica na Programação Pactuada da Atenção Especializada (PPAE), promovendo a colaboração entre os municípios e a administração estadual. Este tema foi abordado durante a Oficina Vigilância em Saúde na Atenção Primária (APS), realizada em Ji-Paraná, por iniciativa da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A integração busca a regionalização para atender às demandas assistenciais, consolidando a Atenção Primária à Saúde (APS) como a principal coordenadora do cuidado e orientadora das redes assistenciais.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou a importância dessa união de esforços, afirmando: “Nosso propósito é estruturar as regiões de saúde do estado de forma integrada e eficiente”.

Resposta Rápida

Um dos focos centrais do monitoramento regional na Macrorregião II, que compreende as regiões Central e do Vale do Guaporé, é aprimorar o fluxo de diagnósticos cruciais para a vigilância epidemiológica, ambiental e sanitária.

Para Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa/RO, “o alinhamento técnico entre os municípios e o estado, fundamentado no planejamento das ações, possibilita atividades de contenção e bloqueio de surtos com maior eficácia e precisão nas cidades do interior”.

Integração

A ação integrada e ágil diante de emergências em saúde pública e surtos de doenças de notificação compulsória exige canais de comunicação eficientes e monitoramento constante de dados epidemiológicos locais. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) atua diretamente no cruzamento de dados para emitir alertas e coordenar as respostas a eventos que possam comprometer a saúde da população.

Eduardo Honda, coordenador do Cievs, enfatizou a relevância de conectar a detecção precoce às ações de campo. “Nossa missão é assegurar que o fluxo de informações entre a assistência na ponta e a inteligência epidemiológica seja contínuo e rápido. O monitoramento em tempo real dos indicadores de vigilância nos permite apoiar as equipes locais na execução imediata de medidas de controle e bloqueio vetorial nos territórios afetados.”

Acolhimento Qualificado

Na assistência direta, a Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário para mitigar, conter e gerenciar casos clínicos em Rondônia. Diante do risco de epidemias de arboviroses, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) organizam seus fluxogramas com base no acolhimento humanizado e na classificação de risco imediata, buscando identificar rapidamente sinais de alarme e iniciar a hidratação precoce para evitar o agravamento dos quadros clínicos na sala de espera.

Tamiris Oliveira, coordenadora de APS da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), reforçou as iniciativas de reorganização das redes de atenção. “Estamos capacitando nossas equipes de saúde da família para implementar protocolos rigorosos de manejo e checklists clínicos. O objetivo é garantir o acompanhamento longitudinal adequado na APS, a fim de desafogar as unidades de urgência e emergência do estado.”

Atenção Primária

Segundo Ana Paula Moura, técnica da Coordenação de Atenção às Condições Crônicas Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde, o controle das arboviroses é inseparável de uma APS robusta e com atuação territorializada. “O Ministério da Saúde apoia Rondônia na qualificação e provisão de insumos, destacando o papel fundamental dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) na busca ativa de casos suspeitos e na educação continuada em saúde dentro de cada comunidade.”

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