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Oficina de vigilância em saúde prevê integração entre Atenção Primária e Vigilância

Redação

Nesta terça-feira (30), o governo de Rondônia, em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), deu início à Oficina Vigilância em Saúde na Atenção Primária (APS) em Ji-Paraná. O treinamento é uma iniciativa conjunta da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A estratégia visa alinhar as esferas governamentais para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em Rondônia. O objetivo é padronizar os processos de trabalho, permitindo a detecção precoce e uma resposta eficaz a doenças transmitidas por arbovírus, como a Chikungunya.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou o compromisso da administração estadual com a modernização e a descentralização dos serviços de saúde. Segundo ele, a meta é levar a saúde mais perto de cada cidadão rondoniense, considerando as particularidades regionais. Com a integração de ferramentas e um planejamento estratégico, a saúde pública de Rondônia se tornará um sistema mais eficiente, resolutivo e apto a servir a população.

Descentralização

Gilvander Gregório de Lima, diretor-geral da Agevisa/RO, ressaltou as metas para aprimorar o suporte diagnóstico nas cidades do interior. Inicialmente, o foco será nos nove municípios da fronteira com a Bolívia: Porto Velho, Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Pimenteiras do Oeste e Cabixi. Além disso, serão abrangidos os 17 municípios da região central do estado: Ji-Paraná, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici, Alvorada d’Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Mirante da Serra, Urupá, Teixeirópolis, Vale do Paraíso, Nova União, Theobroma, Governador Jorge Teixeira e Vale do Anari. Ele afirmou que a agência prioriza a eficiência logística e a superação de desafios, buscando otimizar o monitoramento e a resposta rápida a crises sanitárias por meio da integração entre atenção primária e vigilância epidemiológica.

Atenção Primária

Eduardo Honda, coordenador do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), enfatizou o papel do CIEVS como um mecanismo tático para controlar surtos. Ele explicou que a oficina em Ji-Paraná é crucial para capacitar os municípios na detecção precoce de casos de arboviroses, assegurando que as informações notificadas resultem em ações imediatas de bloqueio vetorial na área afetada.

Para efetivar essa integração no dia a dia dos municípios, a coordenação entre as equipes de assistência é essencial. A Dra. Tamiris Oliveira, coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesau, detalhou o impacto prático dessa colaboração. Ela afirmou que, ao qualificar as equipes da Atenção Primária para trabalharem em conjunto com a vigilância, é possível antecipar diagnósticos e prevenir o agravamento de doenças.

Articulação Nacional

Ana Paula, técnica do Ministério da Saúde e representante da coordenação de Atenção Primária de Saúde, enfatizou a colaboração entre os diferentes níveis federativos nas políticas de saúde do Brasil. Ela informou que Rondônia agora faz parte da Programação Pactuada da Atenção Especializada (PPAE). O Ministério da Saúde, segundo Ana Paula, sugere essa abordagem integrada para que a Atenção Primária organize a rede e gerencie o cuidado conforme as necessidades epidemiológicas específicas de cada região.

No segundo dia, a oficina incluirá sessões de troca de experiências e estudos de casos práticos, visando aprofundar a integração entre a vigilância em saúde e a atenção primária, que é a porta de entrada para o sistema de saúde no Brasil.

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