A mastite bovina continua sendo uma das doenças que mais geram prejuízos à cadeia produtiva do leite. Durante participação no RuralCast, o professor doutor Igor Mansur Muniz e a acadêmica Ysabelle Camilla Tomaz Correia apresentaram dados obtidos em pesquisas realizadas em propriedades leiteiras de Rondônia.
Segundo os pesquisadores, a mastite pode se manifestar de forma clínica, quando há sinais visíveis como alterações no leite e inflamação do úbere, ou de forma subclínica, considerada ainda mais preocupante por não apresentar sintomas aparentes.
Os levantamentos realizados pela equipe identificaram que a maioria dos animais avaliados apresentava mastite subclínica, condição que impacta diretamente a produtividade e reduz a qualidade nutricional do leite.
Além das perdas produtivas, a doença também pode elevar custos com tratamentos, descarte de leite e redução da vida útil dos animais.
Outro ponto destacado foi a importância do uso do teste CMT (California Mastitis Test), ferramenta simples e de baixo custo que permite ao produtor identificar precocemente os casos de mastite subclínica.
Os pesquisadores defendem que a adoção de boas práticas de manejo, higiene na ordenha e monitoramento constante são fundamentais para reduzir os índices da doença e aumentar a rentabilidade da atividade leiteira.
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