Pesquisadores e parlamentares defenderam nesta quarta-feira (17) a prioridade para os estudos clínicos sobre o uso da polilaminina no tratamento de lesões medulares. Contudo, representantes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertaram para a necessidade de cautela e comprovação clínica rigorosa. O debate ocorreu em uma audiência conjunta das comissões de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados.
A polilaminina é um medicamento experimental desenvolvido pela equipe da bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o objetivo de tratar lesões na medula espinhal. A pesquisa recebeu financiamento do laboratório paulista Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos.
Em janeiro, a Anvisa autorizou o início da primeira fase de testes clínicos para verificar a segurança e a eficácia do tratamento. Esta etapa envolverá cinco voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que sofreram lesões completas da medula espinhal torácica há menos de 72 horas e possuem indicação cirúrgica. O estudo será patrocinado pela Cristália.
Uso Compassivo
Enquanto a pesquisa clínica formal não é iniciada, alguns pacientes têm recorrido ao