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Rio: belga testa positivo para malária, mas Fiocruz não descarta ebola

Redação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, está investigando o caso de um viajante belga que chegou ao Rio de Janeiro vindo de Uganda, na África, com sintomas virais. Embora as primeiras análises biológicas tenham indicado positividade apenas para malária, o resultado definitivo do exame de sangue ainda não foi concluído.

O homem, que apresentou tosse, calafrios e diarreia ao chegar ao Instituto Evandro Chagas, foi imediatamente submetido ao protocolo de atendimento especializado da Fiocruz. Ele permanece isolado enquanto aguarda o diagnóstico conclusivo, uma medida de precaução justificada pelo fato de Uganda, seu país de origem, ter registros de casos de ebola. A Fiocruz esclareceu em nota à imprensa neste domingo (31) que "a medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente".

Os diagnósticos iniciais, realizados no sábado com amostras de saliva e urina, confirmaram a presença de malária e descartaram o ebola nessas amostras. Contudo, o teste diagnóstico da amostra de sangue ainda está em análise, e a Fiocruz não divulgou uma previsão para a conclusão do resultado.

Pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitoradas, com o apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde. A Fiocruz reforça que o vírus ebola não é transmitido por via respiratória, como a gripe, mas sim por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados.

Atualmente, há um surto de ebola em países da África Central, com foco principal no Congo e ocorrências em Uganda. O vírus é conhecido por causar febre hemorrágica e possui alta letalidade.

A Fiocruz atua como referência no Brasil para o tratamento e diagnóstico de casos suspeitos de ebola, e a instituição avalia que o risco de transmissão da doença no país é baixo.

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