Rondônia consolidou-se nas últimas décadas como uma das maiores potências agropecuárias do Brasil. Entretanto, para Acir Gurgacz, esse crescimento precisa agora ser acompanhado por uma nova estratégia de desenvolvimento econômico.
Segundo o ex-senador, o estado não pode continuar exportando apenas matéria-prima. A proposta defendida por ele é criar mecanismos que permitam agregar valor aos produtos produzidos dentro do território rondoniense.
Durante a entrevista, Acir destacou que a soja, o milho, o pescado, a carne bovina e outras cadeias produtivas possuem potencial para gerar mais empregos e renda por meio da industrialização.
Ele citou a necessidade de implantação de esmagadoras de soja, ampliação da produção de rações, fortalecimento dos frigoríficos de pescado e incentivo às agroindústrias.
Outro ponto defendido é o fortalecimento do cooperativismo, modelo que impulsionou o crescimento econômico em estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Na avaliação do ex-senador, Rondônia reúne condições para repetir experiências bem-sucedidas de outras regiões do país, desde que exista planejamento integrado entre municípios, governo estadual, governo federal e iniciativa privada.
Para Acir, a próxima década será decisiva para definir se Rondônia continuará apenas produzindo matéria-prima ou se passará a ocupar posição estratégica na industrialização do agronegócio brasileiro.
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