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Profissionais e estudantes da Saúde realizam Vivência do Madeira com foco em acolhimento, SUS e proteção às mulheres

Redação

A "Vivência do Madeira: território, SUS, participação social e rede intersetorial no enfrentamento da violência contra a mulher" foi realizada em Rondônia entre 18 e 24 de maio. O evento, que incluiu visitas técnicas, rodas de conversa, palestras e atividades em serviços de atenção e proteção, foi promovido pelo Programa Nacional de Vivências no Sistema Único de Saúde (VER-SUS Brasil), coordenado pela Associação Rede Unida e apoiado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A iniciativa, que se estendeu por sete dias, promoveu a troca de experiências e a escuta entre estudantes e profissionais de Rondônia e do Amazonas. Os participantes exploraram diversas realidades amazônicas, aprofundando-se nos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), na proteção às mulheres e no acesso a direitos em regiões frequentemente afetadas pela distância e vulnerabilidade.

Os participantes tiveram contato direto com o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e interagiram com profissionais da saúde, segurança pública, justiça e movimentos sociais. As discussões abordaram o acolhimento humanizado e as estratégias de enfrentamento às diversas formas de violência.

Um ponto alto da vivência foi a visita à comunidade ribeirinha de São Carlos. No local, os participantes receberam informações sobre a Unidade Básica de Saúde, autotestes para HIV e o combate à violência sexual contra a mulher. Também foram realizadas ações diretas para a população, incluindo a distribuição de preservativos, orientações de saúde e a oferta de autotestagem para HIV.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a relevância de ações integradas para expandir o cuidado e o acesso aos serviços públicos. Ele afirmou que "O governo de Rondônia tem trabalhado para fortalecer o SUS e garantir políticas públicas que promovam acolhimento, proteção e dignidade às mulheres. Essa vivência contribui para formar profissionais mais sensíveis às realidades amazônicas e comprometidos com a defesa da vida."

A interação com a população local enriqueceu a experiência. Vârno da Silva, morador de 76 anos, recebeu estudantes em sua casa para dialogar sobre saúde sexual e respeito às mulheres. Ele comentou: "Gostei da visita. Seria bom tê-los aqui mais vezes para ensinar sobre essas questões."

PERTENCIMENTO

A vivência gerou um sentimento de pertencimento e compromisso com a Amazônia em muitos participantes. Antônio Lauro, estudante de medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e natural de Lábrea (AM), expressou o desejo de trabalhar como médico na região, ciente das dificuldades de acesso à saúde enfrentadas pela população ribeirinha.

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Patrícia Queiroz, coordenadora do projeto, enfatizou que a iniciativa superou a mera observação de serviços. Para ela, a vivência estimulou a sensibilidade, a escuta ativa e a construção coletiva, consolidando o papel do SUS como ferramenta de cidadania, acolhimento e transformação social.

Edilton Oliveira, secretário de Estado da Saúde, salientou que a vivência reforça tanto a formação acadêmica quanto as redes de cuidado e proteção. Ele declarou: "A Vivência do Madeira proporcionou uma troca de conhecimentos muito importante entre estudantes, profissionais e instituições. Trabalhar o enfrentamento à violência contra a mulher de forma intersetorial fortalece o SUS e amplia a capacidade de acolhimento e proteção das nossas redes de atenção."

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