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Regularização de drones agrícolas evita multas e garante segurança no campo, alerta especialista

Empresa destaca importância da qualificação de pilotos, cumprimento das normas e responsabilidade ambiental nas operações com drones agrícolas em Rondônia

Redação Ji-Paraná Notícias
Foto: Grupo Amazun / Ji-Paraná Notícias

O crescimento da tecnologia no agronegócio vem impulsionando o uso de drones agrícolas em diversas regiões de Rondônia. A ferramenta, que tem facilitado pulverizações, monitoramento de lavouras e aplicações em áreas de difícil acesso, também trouxe um novo desafio: a operação irregular de equipamentos sem capacitação adequada e fora das normas exigidas pelos órgãos fiscalizadores.


Durante entrevista na Rondônia Rural Show, Danieli Cardoso, auxiliar administrativa da empresa Aerotellus Drones, destacou que trabalhar dentro da legalidade é fundamental para garantir segurança ao produtor, ao meio ambiente e à própria atividade agrícola.


Segundo ela, empresas regularizadas transmitem mais confiança aos clientes e evitam problemas jurídicos e financeiros. “Quando a empresa está regularizada, ela evita riscos de multas e até apreensões do equipamento. O drone agrícola precisa estar em conformidade com toda a legislação”, afirmou.


Danieli explicou que muitos produtores ainda acreditam que basta adquirir um drone para iniciar operações de pulverização, mas o processo exige treinamento técnico e responsabilidade. Ela ressaltou que a aplicação de defensivos agrícolas precisa seguir critérios rigorosos, já que qualquer erro pode afetar propriedades vizinhas, lavouras próximas e até colocar vidas em risco.


“A gente sempre orienta que o piloto faça cursos específicos para operar drones agrícolas. Não é apenas comprar o equipamento e sair voando. Existe toda uma preparação para evitar riscos e garantir aplicações corretas”, explicou.


A especialista destacou ainda que o chamado curso CAA/CAAR funciona como uma espécie de habilitação para o operador, garantindo que o profissional esteja apto a realizar pulverizações de forma segura e responsável.


Outro ponto abordado foi o aumento de ocorrências envolvendo aplicações inadequadas de produtos agrícolas em Rondônia. Segundo a entrevista, já existem casos registrados de prejuízos causados por pulverizações feitas de maneira incorreta, atingindo plantações vizinhas e provocando danos ambientais.


Danieli alertou que o uso incorreto de defensivos pode causar sérios impactos. “Estamos falando de produtos que exigem responsabilidade. O operador precisa saber distância adequada, forma correta de aplicação e todos os cuidados necessários”, afirmou.


Ela também reforçou a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além da necessidade de manter pessoas afastadas durante as operações. Segundo ela, drones agrícolas modernos já contam com sistemas de segurança que impedem decolagens próximas de pessoas.


Durante a entrevista, Danieli detalhou ainda o processo de regularização necessário para empresas que desejam atuar legalmente no setor. O procedimento envolve cadastro da empresa, documentação junto à ANAC, CREA, IDARON, IBAMA e demais órgãos responsáveis pela fiscalização.


“Se o drone não estiver regularizado em todos os órgãos exigidos, existe o risco de apreensão do equipamento”, destacou.


Além da questão legal, ela ressaltou que a escolha correta do equipamento também faz diferença na produtividade e na eficiência das operações agrícolas. Segundo Danieli, produtores precisam avaliar tamanho da propriedade, demanda operacional e tipo de aplicação antes de adquirir um drone.


A Aerotellus Drones participa da Rondônia Rural Show apresentando equipamentos homologados, orientações técnicas e suporte completo para produtores interessados em investir na tecnologia de forma segura e regularizada.


“Hoje o drone facilita muito a vida do produtor rural. Mas é importante escolher o equipamento certo e trabalhar dentro da legislação”, concluiu.


O avanço dos drones agrícolas em Rondônia mostra que a tecnologia veio para transformar o agronegócio. Porém, especialistas reforçam que inovação e responsabilidade precisam caminhar juntas para garantir segurança operacional, preservação ambiental e crescimento sustentável do setor.


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