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ASSISTA: Drones no agro aumentam riscos jurídicos e exigem atenção dos produtores rurais, alerta advogada

Tállita Raasch destacou no RuralCast responsabilidades legais envolvendo pulverização aérea e uso de tecnologia no campo

Redação Ji-Paraná Notícias
Foto: Ji-Paraná Notícias/RuralCast

A modernização do agronegócio acelerou o uso de drones agrícolas em diferentes regiões de Rondônia. Pulverização aérea, monitoramento de lavouras e otimização operacional passaram a fazer parte da rotina do produtor rural.


Porém, junto da tecnologia, cresceram também os riscos jurídicos envolvendo o setor.


Durante entrevista ao RuralCast, apresentado por Tonni Geovanni, a advogada Tállita Raasch, sócia da Richter & Raasch Advogados, explicou como muitos produtores acabam sendo autuados por desconhecer exigências legais ligadas à pulverização agrícola.


Segundo ela, o principal problema é que muitos produtores enxergam apenas a praticidade da tecnologia e esquecem que existem regras específicas para aplicação de defensivos agrícolas através de drones.


“A tecnologia precisa caminhar junto com a normativa”, afirmou.


A entrevista mostrou que drones utilizados na pulverização precisam seguir regulamentações específicas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), além de exigirem responsabilidade técnica e receituário agronômico.


Outro ponto importante apresentado foi a responsabilidade compartilhada em casos de irregularidades.


Segundo Tállita, dependendo da situação, podem responder administrativamente, civilmente e criminalmente:


• o proprietário rural

• o engenheiro agrônomo

• o profissional responsável pela aplicação


A advogada explicou que muitos produtores acabam descobrindo exigências legais apenas após receberem multas ou embargos ambientais.


Outro trecho forte da entrevista abordou casos envolvendo deriva de agrotóxicos e impactos em propriedades vizinhas.


Segundo Tállita, aplicações inadequadas podem gerar prejuízos ambientais e ações judiciais complexas.


Ela também citou casos recentes envolvendo áreas indígenas e possíveis impactos ambientais relacionados à pulverização.


A entrevista reforçou ainda a importância da assessoria preventiva dentro do agronegócio moderno.


Segundo a advogada, o produtor não deve procurar orientação jurídica apenas quando o problema já explodiu.


A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do RuralCast.




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