O Seminário Marco Zero do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) marcou o início oficial da execução de projetos científicos em Rondônia, visando fortalecer a pesquisa em saúde pública no estado. Realizado em Porto Velho nos dias 13 e 14 de maio, o evento foi organizado pelo governo de Rondônia, através da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero).
O PPSUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em nível federal, e com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e Secretarias Estaduais de Saúde nos estados. Em Rondônia, a Fapero é a responsável pela sua execução.
A iniciativa reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições parceiras para alinhar as diretrizes dos projetos e integrar a produção científica às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) em Rondônia e no Brasil. Foram contratados 26 projetos, com um investimento total de R$ 3.950.000,00. Desse montante, R$ 950 mil foram disponibilizados pelo governo de Rondônia, via Fapero, e R$ 3 milhões pelo governo federal.
Durante os dois dias do seminário, os pesquisadores apresentaram seus projetos, considerados de grande relevância para o SUS, a uma banca avaliadora composta por especialistas e representantes institucionais. O evento também serviu como um fórum para troca de conhecimentos, alinhamento técnico e proposição de melhorias para as pesquisas em andamento.
O professor doutor Marcos Rivoiro, diretor técnico-científico da Fapero, enfatizou a importância do PPSUS ao direcionar investimentos para temas que impactam diretamente o SUS. “Com o Seminário Marco Zero, iniciamos uma fase em que pesquisadores e gestores colaboram para transformar conhecimento científico em soluções que contribuam para aprimorar a saúde pública em Rondônia”, afirmou.
Acompanhamento Técnico-Científico
O Seminário Marco Zero é um dos três seminários obrigatórios do PPSUS, focado no acompanhamento técnico-científico dos projetos apoiados. A banca avaliadora incluiu especialistas, gestores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e representantes do Ministério da Saúde e do CNPq. Os projetos aprovados serão monitorados continuamente por meio de relatórios científicos e financeiros, além dos seminários de Avaliação Parcial (SAP) e de Avaliação Final (SAF).
Programação do Evento
A abertura do Seminário Marco Zero contou com a presença do presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad; da representante do Ministério da Saúde, dra. Patrícia Couto; e da gerente de Educação Superior do Instituto Estadual de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro), dra. Samantha Campos. Após a cerimônia, a dra. Patrícia Couto ministrou uma palestra sobre “Políticas informadas por evidências e o papel da EVIPNet”, abordando a relevância da produção científica na formulação de políticas públicas de saúde. Em seguida, foram realizadas as apresentações dos projetos aprovados no PPSUS, detalhando propostas, objetivos, metodologia, resultados esperados e impactos para a saúde pública rondoniense. O evento promoveu uma integração significativa entre pesquisadores, gestores e instituições, reforçando o compromisso com o desenvolvimento científico, tecnológico e inovador para as demandas do SUS no estado.
Fortalecimento da Pesquisa em Saúde
O PPSUS é uma iniciativa nacional que visa fortalecer a pesquisa em saúde nos estados brasileiros, incentivando o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação alinhado às necessidades regionais do SUS. O programa busca fomentar pesquisas que melhorem a qualidade da atenção à saúde, propondo soluções para desafios prioritários de cada estado e ampliando a integração entre ciência, tecnologia e gestão pública em saúde. Seus principais objetivos incluem o incentivo à produção científica aplicada às demandas da população, o fortalecimento da parceria entre instituições de pesquisa e gestores do SUS, a redução das desigualdades regionais e a promoção da equidade no acesso aos serviços de saúde. Além disso, o programa estimula pesquisas com relevância social e sanitária, visando gerar impactos positivos na qualidade de vida da população e no fortalecimento das políticas públicas de saúde.
O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, destacou a importância do momento para conectar a academia, a gestão e a saúde, e para conhecer os 26 projetos selecionados e financiados. “Analisamos cada projeto detalhadamente, com a perspectiva de que seus resultados possam ser aplicados no SUS. É para isso que fomentamos pesquisa no Ministério da Saúde: com foco na aplicabilidade”, afirmou.